Saturday, October 29, 2011

Do peso da ortografia na expectativa



Nunca, palavra brava
que arranca possibilidades à vida,
árvores à terra
devastando céu e mar.
Pode retirar-se afinal,
tal como Sempre,
que sempre é muito tempo
é brutal, secular e omnipotente
vocabulário pertencente
apenas ao mundo dos deuses
que esses podiam aplainar doçuras
e converter paraísos ao plano infernal

E se substituíssemos por infinito
etéreo, efémero, virtual, intangível,
lá onde o amor mora
na eternidade dos sentidos
e se demora
nas carícias e beijos de boca colada
e nos permitíssemos amor
sentidos que afloram entre verbos
que dificilmente utilizam pretéritos
aflitos e evitam futuros entornados,
colar pele na pele, seio na coxa
e inventar outros ais não catalogados?

Dispensemos tudo e nada
que grude nós
no umbigo, nariz, duvido
a sós, suspiro
sem eternidades temporais
relógios dispensados
palavras que se convertem em dramas
existenciais
restamos ainda os dois.

Esse país, Bana

Friday, October 28, 2011

de arquitectura mais simples

O amor pode acontecer
num dia assim,
céu limpo,
uma manifestação de asas,
horizontal,
a visualização do Olimpo
Ou, na entrada da igreja paroquial
um querubim, papo d'anjo, arpão,
uma promessa de sol
e um desejo de fazer tudo diferente
seguindo a mesma linha,
a linha do coração.

Sunday, October 23, 2011

A loucura enquanto eureka




“Quase em toda parte, é a loucura que aplaina o caminho da idéia nova, que condena a
imposição de um costume, de uma superstição venerada”, como diz o próprio Nietzsche.



in Aurora.

Friday, October 21, 2011

I dont wanna fight

Carta de alforria
















...aludias frequentemente
 ao mesmo registo enfadonho
de cobrança e fastio
"Uma promessa que se quebrara"
Verdades não são eternas,
feliz, felizmente.

O sentimento novo,
o novo disto?
Um novo registo meu
o da substituição
do meu cansaço pela retoma
de um self
- dos dias e noites
correntemente desbotados
de alegria


quero-me livre
quero-me inteira
quero-te longe
a serenidade tomou-me
e há-de eliminar
os pingos de agonia.

De ti, em mim saberão pouco,
nem bem nem mal,
não constas no futuro


foto de Francisco de Oliveira

Tuesday, October 18, 2011

Coisas que o tempo me há-de dizer




Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.
And time has told me
Not to ask for more
Someday our ocean
Will find its shore.
So I`ll leave the ways that are making me be
What I really don't want to be
Leave the ways that are making me love
What I really don't want to love.
Time has told me
You came with the dawn
A soul with no footprint
A rose with no thorn.
Your tears they tell me
There's really no way
Of ending your troubles
With things you can say.
And time will tell you
To stay by my side
To keep on trying
'til there's no more to hide.
So leave the ways that are making you be
What you really don't want to be
Leave the ways that are making you love
What you really don't want to love.
Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.
And time has told me
Not to ask for more
For some day our ocean
Will find its shore.

Wednesday, October 05, 2011

Zakaria, Fukuyama e Huntington - What future for human kind?

Zakaria ...intersection on universal New Order
 Fukuyama...end of history Huntington....The clash of civilizations

El Greco - The painter

Full movie.

A danação de Fausto por Berlioz



Final Scene.