Monday, May 09, 2011

Paridez do mundo

A frente polar atravessou-se no caminho
e nem o gelo nos tornou mais frios,
mais desumanos, mais surdos e mudos
quando olhamos imagens de guerra distante,
inutil, grosseira, primata, insensata,
entre credos e politicas, entre arrogância e poder,
entre autómatos e reles homens que se esqueceram
da sua condição de viver e, no avesso matam,
sedentos; inocentes e apáticos, e fazem-no


como quem fode
como quem pode,

Na usurpação, na leviandade, na inércia,
no sangue alheio, no colectivo, no eu-entalado
acoitam-se e calam-se direitos distorcidos,
com o apelo a Deus e ao Diabo
confundem-se democracias com ditaduras mascaradas
regicidios e totalitarismos, metralham-se religiões
e teocracias, e então, Deus Procurado
encontra-se em parte incerta, naquele cenário
de hostilidades, gritando a sua desresponsabilização,
perante os livres arbítrios concedidos
As opções são sempre as mesmas: inutilizar o outro,
que de moles, pobres e crentes se limpe o planeta.
De fracos não reza a história, filhos.
Os reizinhos do nada querem governar,
e fazem-no


como quem fode,
como quem pode.


foto retirada da web