Sunday, September 20, 2009




Engolir sapos. É uma expressão que, desde há muito, sei significar: fazer coisas que não gostamos, estar com pessoas com as quais não simpatizamos, aplicar ideias com as quais não concordamos. A minha mãe sempre me disse que essa era a minha maior dificuldade. Considero que tenho outras mas ela tem uma certa razão em torná-la a maior, para mim. Defender quem/o que acredito sempre pensei ser o meu rumo. Pois bem, o meu rumo mudou. É processo de aprendizagem, com toda a certeza, algo que vou ter de saber superar. Quantos de nós comeu e não gostou. E teve de comer. Por falta de alternativas. Aos 41 anos, eu que não sei viver mas vivo á minha maneira (Xutos e Pontapés) lamento (lamento mesmo muito) assumi-lo mas vou ter de, depois de todas as escadas descidas, voltar a subi-las (numa espécie de punição por erros cometidos, penso eu), patamar por patamar, grau zero a grau um e, assim sucessivamente. Sempre fui mais emotiva que racional. Continuo a ser. Agora tive de concordar com quem me ama: Razão, decisão tomada pela razão. E é dessa forma que vou organizar, não a minha vida, os meus sentires, os meus amigos, as minhas paixões pela imagem, pela escrita e leitura. Antes o alicerce estrutural. Hei-de saber engolir tantos sapos que acabarão, eventualmente, por se tornarem príncipes em mim. Wanna bet? O tempo mo dirá.

2 comments:

Arabica said...

De um tempo em que me foram retirados espaço, autonomia e qualquer motivação/satisfação (profissionalmente) lembro-me de a cada mau momento visualizar os tais sapos e saltitarem à minha volta. Demorei meses a perceber que coabitar com eles seria uma prova a que eu própria me teria de submeter. Racionalmente saíria vencedora se assim o fizesse. Emocionalmente tive de encontrar outras motivações. Diferentes ou de nível superior. É sempre um longo trabalho e também um longo diálogo connosco, que actuamos e sentimos, paralelamente.
Tem que ter um fim à vista que mereça o esforço. Tem que haver uma razão de força maior. E nunca a podemos esquecer: será a nossa força. De outra forma, acabaremos submersos em infelicidade, fechados sobre a nossa própria frustração de. De. E tu sabes tudo o resto.

Não há-de ser um sapo ou outro que te vai parar.

E pode sempre, além disso, transformar-te em princesa ;))

Um abraço grande de terra a terra.

:)

innername said...

Não fazes ideia como esse teu "entendimento" sobre sapos me fortaleceu. Achei que teria que ter uma motivação excepcional para esse coabitar com sapos. Agora tenho certeza. E vou transformar sapos em consumées ;)

Retribuo abraço e votos de bom domingo Arábica