Monday, June 29, 2009



Tempos houve em que as margens deste rio me acalmavam.
Hoje apenas me confinam.

Saturday, June 27, 2009

Amazing Grace

Leann Rimes. We deserve it. Good weekend.

Wednesday, June 24, 2009




O dia amanheceu húmido de orvalhos. Ainda estou a ver a noite desenhada sem estrelas mas com cambiantes maiores, mais móveis: os balões da festa largados, o fogo a aquecer as paredes de celofane colorido, verdes, rosas, azuis e brancos desmaiados. Subida vertiginosa. Cai-não cai-incendeia-se no ar.Estrelas móveis. O cheiro e o fumo das sardinhas enchiam o ar de todas as casas e quintais. A música popular misturava-se aos cantos e esquinas de onde quer que fossemos. Não fomos, ficamos. Quedamo-nos como estátuas que analisavam possibilidades de movimento. Sem realmente nos movermos. Disseste-me que o Universo continuava ascendendo. Que sim, confirmei, que sim. Que sabia eu do Universo, com excepção deste pedaço de céu onde via recortada a realidade, a dos animais e das flores, das plantas e das pessoas estranhas e conhecidas?

Agora que tudo acalmou, que até os automóveis ronronam no sono e cansaço dos humanos, levanta-se este nevoeiro de onde, algures, hás-de surgir tu. E tu és verde, garantidamente verde e prometes, todos os dias, dias melhores. A eternidade já conheceu o seu perfeito momentum. Quando inventam novos parâmetros pra nivelar a esperança? Que os dias não chegam para as decepções mundanas (mundanas no sentido de corriqueiras, frequentes, lugar-comum) entre humanos...

O orvalho erguer-se á ao som do latido dos cães, da boca aberta das árvores e flores, do canto persistente das andorinhas. E a minha boca seca, como os desertos que ainda não conheço, diz-me que antes da terra, tem de haver água a anular a razão para os afectos. Que somos ilhas direccionadas para o abismo das fontes. Que somos rastilhos de pólvora seca que se esquece de rebentar. Que é urgente encontrar o verde, o melhor que há em nós, antes de colidir com as restantes ilhas. E dou comigo a baixar o lume do fogão, adicionando uma colher de chã de folhas verdes á água em ebulição. Sirvo-me de uma poção e o dia há-de prosseguir, quer eu queira, quer não queira.
foto de Lúcia Inês

Friday, June 19, 2009

Weak as i am