Thursday, April 23, 2009


Recado para um marido atento




Entre fazer publicidade do gabinete, pessoalmente, pelas 38 freguesias pertencentes a Penafiel e consultas e recibos e telefonemas, o dia de ontem chegou ao fim da melhor forma. Jantar a casa da minha prima Alice, algures entre Paredes e Bitarães. Levamos uma garrafa de Chaminé, meia dúzia de ovos moles e um pedaço de broa da que eu gosto e ainda nem tinhamos entrado em casa e já no quintal se sentia o cheiro do frango caseiro no tacho. Ela aguardava-nos chegar para meter o arroz pra cabidela que o meu filho tanto gosta. Montar o pc não foi preciso, o Fernando havia-se encarregado disso. Foi lavar as mãos e sentar. A cabidela estava deliciosa. Acompanhamos este manjar, eu e a Alice, com vinho Gazela fresco. Eles foram-se aos alentejanos. O Tomás ficou-se pela coca-cola. Havia salada de alface e tomate fresquinha. Depois, entre resmungos e brincadeira, começei a levantar aqueles pratos repletos de ossos e a Alice servia a salada de morangos salteados em açucar. Terminamos com cafezinho e só eu com cigarrinho. Passava das 9 horas quando demos de frosques. As aulas do Tomás começam cedo e tem horas de deitar.


No sítio dos Mochos, hoje e mais uma vez, a primavera belisca a terra pra rebentar em fertilidade. E quase se pode sentir isso tal a volúpia com que cada amanhecer amacia o nosso olhar para os brotos do feijão rasteiro, para os caules vigorosos dos tomateiros. As figueiras que haviam sido literalmente devoradas pela cabra Mimi e pelo carneiro Silva, também elas estão em flor. Esta é a minha segunda pele, a não existência perante tudo o resto. Sinto-me em paz aqui. O gato Kiko, sentado no meu colo e olhando o pc pede-me para ir brincar com ele lá fora. Os melros, as andorinhas, as vespas e bezouros, todos se unem na sinfonia desta estação quase disfarçada de verão. Depois de ter levado o Silva e a Mimi para o campo pastar, apanhei ervas e couves para "pensar" as galinhas e pintos. Os cães dormitam, volta e meia incomodados por uma vareja ou moscardo e, a roupa na máquina vai centrifugando. Ao longe, a Maria Zé, filhas e netas andam de volta do campo recém amanhado, retirando ervas ao cebolo, sachando batatas para abrigá-las destas temperaturas que continuam a subir pelo norte. Vou meter umas margaridas de arbusto na terra e verificar se todos têm água, tomar o duche da praxe e dar de frosques que há coisas pendentes e consultas marcadas. A Sofia ficou de aparecer para um cafezinho, lá mais para o meio do dia. Espreguiço-me quinhentas vezes e corrijo as lacunas ou erros e acendo mais um cigarrito. Penso no Ambrósio. Hoje apetecia-me algo de bom... Talvez peixe!

2 comments:

Arabica said...

:)


espero que o marido tenha conversado com o ambrósio :))


beijos

innername said...

ele é o ambrósio ;)
Boa semana, Arábica