Monday, January 26, 2009

Serviço Crava

Quando os nossos bolsos já estão vazios, quando não há orçamento pra mais leituras, quando o mundo pula e avança, quando ficamos a olhar as vitrines com as novidades livreiras e, em época de saldos, não há editora ou livraria disposta a sorrir ás nossas ambições de conhecimento, catrapaz, é quando eu acho que o governo devia lançar uma medida para os distribuidores dos ditos (não falo de e-books online em formato digital, diz a conservadora), distribuirem livrinhos aos interessados e, complementado pel' o plano nacional de leitura, havendo um cartão soma-e-segue. Esse cartão ia registando todos os livros que adquirimos e quando atingisse determinada soma, teríamos um plafond de x pra adquirirmos y's gratuitamente. Andamos em maré de livros. Eu entre poesia e prosa. Dava-me jeito leitura técnica. A minha mãe ofereceu-me há dias os dois que ainda não tinha do Daniel Sampaio, Vozes e ruídos e Lições do Abismo. Mas agora, entrando na página da Arábica, pimba na mouche: Ana Beatriz Barbosa Silva e o seu Mentes Perigosas - o psicopata mora ao lado...como querem incentivar e motivar futuros leitores, se os livros estão pela hora da morte? A crise das iniciativas andará a par com o anafabetismo agudo por esse interior e urbes adentro? O serviço crava-livro ia remendar esta sede. Oh, se ia!

6 comments:

pin gente said...

sabes que me soa bem o termo "Ler+"? e a sua etiqueta?


a tua ideia do cartão é muito boa... porque não no tal cartão único?

beijo
luísa

innername said...

Obrigado Luísa.
Quem sabe Socrates lê esta sugestão e pra ficar bem na fotografia, não operacionaliza qualquer coisa?
Good day

fernando said...

nina,

livros: aqui e em terras de além-mar
são caros... preços proibitivos!

crítica certa, alvo certo!
o papel que vem das matas
o papel caro ao cidadão
soma-se ao papel dos direitos autorais: a tal da propriedade intelectual (sic!) (discussão importantíssima, mas que não cabe aqui...)

bem, no entanto, a solução
não aponta para um livre acesso
ao cabo
caíremos no velho jogo do mercado

a princípio
e, bem a princípio
um caminho mais insurgente
seria
incentivarmos bibliotecas públicas
não aquelas coisas monumentais, gigantescas...
mas, pequenas bibliotecas locais
várias
espalhadas pelas cidades

e

também
criarmos a livre circulação dos livros
o "livro livre"
você lê e circula
passa para frente

se o livro circula
e, você gostou tanto dele
ele ao final do ciclo
cai novamente na sua mão...

vamos lançar essa idéia insurgente?

viva o livros livre!

fernando

innername said...

interessante, Fernando, o teu ponto de vista. Obrigado por partilhares e pela visita ;)

vida de vidro said...

É que lançaste mesmo uma boa ideia. Ai, que tu ainda vais parar à política.... :)**

innername said...

Alice, não teria estofo e nem estômago pra tais coisas...e depois a minha inteligência afectiva ia trair tudo o resto.
;))))mas posso servir de acessora a um "rebelde" e irreverente homem de ideias...podia trabalhar com o Manuel Alegre.
Bom dia, Alice de vidro in multiplyland.
Olha, ja linkei o vemos, ouvimos e lemos e receberás um convite