Friday, January 09, 2009

Paridez do mundo

A frente polar atravessou-se no caminho
e nem o gelo nos tornou mais frios,
mais desumanos, mais surdos e mudos
quando olhamos imagens de guerra distante,
inutil, grosseira, primata, insensata,
entre credos e politicas, entre arrogância e poder,
entre autómatos e reles homens que se esqueceram
da sua condição de viver e, no avesso matam,
sedentos; inocentes e apáticos, e fazem-no
como quem fode
como quem pode,
Na usurpação, na leviandade, na inércia,
no sangue alheio, no colectivo, no eu-entalado
acoitam-se e calam-se direitos distorcidos,
com o apelo a Deus e ao Diabo
confundem-se democracias com ditaduras mascaradas
regicidios e totalitarismos, metralham-se religiões
e teocracias, e então, Deus Procurado
encontra-se em parte incerta, naquele cenário
de hostilidades, gritando a sua desresponsabilização,
perante os livres arbítrios concedidos
As opções são sempre as mesmas: inutilizar o outro,
que de moles, pobres e crentes se limpe o planeta.
De fracos não reza a história, filhos.
Os reizinhos do nada querem governar,
e fazem-no
como quem fode,
como quem pode.

5 comments:

vida de vidro said...

Céus, como tens razão! Donde vem esta guerra, estas guerras senão da fome de um poder que não se compadece com coisa alguma? Reizinhos do nada, de facto. **

innername said...

bj

Arabica said...

Ontem escrevi sobre o jogo.


Gostaria que o lesses.

:)

fernando said...

nina,

o que explica
o que complica
o que clarifica
é o poder
o domínio
a aridez do capital

a luta suja
que sobrepuja
a liberdade
de milhões de seres
humanos
e
não
.
.
.

innername said...

OBRGD FERNANDO.