Friday, November 28, 2008




Mãe


entre as estações e as datas, os silêncios e as pausas
hás-de cumprir penas que te serão vitalícias
entre perder e ganhar que isto de viver é mais
do que nascer num apgar qualquer,

Uma palmada no rabo, gritas e dentro
desse apgar qualquer,
sentes o bisturi cortar o cordão
a que ficarás ligado pra sempre
no coração da mulher que é (tua) mãe.

2 comments:

incomunidade said...

entre as ções e as tas, os lêncios e as ausas, nada hás-de cumprir, Penas, onde existam, sirvam para o vôo. Uma vibração em todo o corpo, e não apenas no rabo, nos rins, no esófago, ou nas tertúlias genéticas, será sempre o supremo coração, o que está fora do corpo

amén

innername said...

coração externo. em todo o lado, movel