Wednesday, October 29, 2008




Montanha russa no teu corpo


é um beijar com os dentes todos
como se arrancassemos
a improbabilidade de findar
que sabemos vir,
que adivinhamos cumprido
cedo ou tarde


mas enquanto os fogos arderem
e as línguas lamberem o mosto
não nos escusaremos a
essa mesma intensidade
da escala de sensações,
no ritmo e no rosto
tempestade de brisas doces


há festa que se abre na tua boca
fogos de artíficio
estourados entre abraços
na magia da desmemória
corpos fundidos em renascimento
gritam o fora e o dentro
como partes do mesmo abismo
dessa montanha russa em que nos vimos
e não te vais.


Química, ainda, desenfreada
abre astros nocturnos e cria
poisos às aves e perpetua saudades


Metaforicamente adornada
pelos poetas do amor,
que uns vivem e outros
se recusam a entender,
a paixão devia ser obrigatória.

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