Wednesday, October 15, 2008




Elegia ao meu amor


O amor, meu amor, um pardeeiro de sensações e lutas inglórias, de tréguas e guerra aberta,
onde os braços de ferro se mantêm, até muito depois do cansaço de ambos.

Afinal, meu amor, afinal,
o amor, meu amor é um estreito livre onde os voos se fazem individuais.
Eu uso, meu amor, as minhas asas, armas, garras e voo, meu amor, sobrevoando-te por iniciativa livre, com a minha própria adrenalina, meu poder, meu amor, poder de amar-te ou de te desamar, poder que tenho, que tens, que não temos no plural.

E tu segues-me de perto, logo atrás, ao lado, à frente, urgente, diferente ou igual.
Usas o amor, meu amor, pra me ferir, meu amor, e eu, meu amor, fingo que te deixo vencer e quando te vejo de armas baixadas, eu, meu amor, te mato uma e outra vez.
Ataque, cheque-mate. Que morras tu que a mim não me apetece, meu amor, morrer.
Não anoiteço, continuo o voo. E da liberdade quase faço um hino, porque sabes, meu amor, liberdade é a única e mais completa forma de amor que conheço.

2 comments:

vida de vidro said...

Mantem essa chama de liberdade! Caramba, rapariga, gostei mesmo muito de te ler. :)**

innername said...

:)