Tuesday, September 23, 2008




Tempo de chover


Ainda ontem me repetias que o sol não se findaria este Agosto

E me adiantaste os pôres-do-sol do nosso dia-a-dia

E hoje, muito a contragosto, muito amargo o gosto,

despencas tempestades e mais agoiros, em fim de dia


Como posso eu acreditar

quando me fazes prenha de expectativas

irrealistas?

Partos interrompidos, prematuridades


Ainda ontem acreditavas poder conter a chuva

dos meus passados nos teus braços

e afinal, choves também tu,

mendigas a belbezu

que me cale os sonhos

que o futuro silencie. Que és inocente.


Não te parece deja vus o presente?

Um tempo recorrente?

2 comments:

vida de vidro said...

Digo-te que me identifiquei quase palavra a palavra... ah, esse tempo recorrente que nos apanha em ondas! **

innername said...

:(