Wednesday, September 10, 2008





















Janela



Escavacada pelo tempo quanto baste,
uma janela guardou os movimentos internos da casa,
o útero ramificou-se de podre nos musgos
que tomam conta até dos tectos.


Vultos, imaginamos vultos,
escondidos nos umbrais
Fantasmas que nem o fluir dos dias mata.
Os que viram a sua ascensão admiram a sua queda.


E perdem-se nas horas vazias,
olhando, inventando momentos e adivinhando
razões que o tempo criou para a decadência.

2 comments:

vida de vidro said...

A menina tem talento de poeta, fique sabendo! Gosto de (te) ler assim. **

innername said...

Obrgd Alice.