Friday, July 11, 2008

Não há dia nenhum




Quantos segundos contados pelo marcar do pulso
ora apressados, ora descontentes
no vagar que todas as memórias têem e na dor
que muitas arrastam


Não há dia nenhum que detenha a memória viva
nem leis nem regras
que afinem e encaixem sentimentos
no políticamente correcto


Não há dia nenhum em que o teu rosto não surja do nada
pra me sacrificar ou as tuas palavras mordazes pra me sangrar


Não há e nem vai haver forma de conter o rio
de dor que ficou quando decidiste esconder e mentir
omitir ou devassar sentidos e vidas


Sabes, não sabes?
Que dia nenhum passará
sem que estejas presente neste rio!
Não haverá dia nenhum e nem isso podes impedir.

2 comments:

vida de vidro said...

Gosto de te ler neste registo... íntimo e pessoal. Fico a conhecer de ti outra faceta. :)**

O Profeta said...

E este Sol impõe a claridade
Pôs no celeste a Lua a bocejar
Perdi a conta das estrelas no céu
Ergui-me em bicos para as contar


Voa comigo sobre as emoções

Boa semana

Doce beijo